PRESSÃO ARTERIAL



O coração impulsiona o sangue para todos os órgãos do corpo, levando o oxigênio que veio dos pulmões. Este sangue é conduzido pelas artérias e volta ao coração através das veias, para ser conduzido ao pulmão onde será novamente enriquecido com oxigênio. A resistência à passagem do sangue pelas artérias é proporcional ao seu volume total e a sua viscosidade e a rigidez da parede do vaso.

A pressão arterial é o produto do volume sangue ejetado pelo coração versus a resistência a sua passagem. Portanto ao medirmos a pressão arterial, estamos avaliando uma relação da quantidade de sangue dentro da artéria e a capacidade da artéria em acomodar este sangue. Dessa maneira um aumento na rigidez da parede do vaso (aterosclerose) pode determinar um aumento crônico da pressão arterial, entre outras causas.



O que é Pressão Arterial Normal?

A pressão arterial é representada por dois números, um máximo (pressão sistólica) e um mínimo (pressão diastólica) e expressa em milímetros de mercúrio (mmHg). A pressão arterial é normal quando a máxima é inferior á 130 e a mínima inferior a 85. Ela é definida como limítrofe quando os valores se situam entre 130-139 (máxima) e 85-89 (mínima).

A pressão é alta quando a máxima é igual ou superior a 140 e a mínima igual ou superior a 90. A medida da pressão deve ser feita em ambiente tranqüilo, o indivíduo até 30 minutos antes não deve ter ingerido café, ou fumado, estar com a bexiga vazia como também deve estar relaxado.

Ocasionalmente a pressão arterial poderá estar elevada durante momentos de estresse ou durante a realização de exercício do tipo estático ou isométrico (p. e., exercício contra um esforço, tipo levantamento de peso, etc). Por outro lado, a pressão arterial é normalmente baixa durante o repouso ou quando dormimos.

Uma situação clínica importante é a chamada "hipertensão do jaleco branco". Algumas pessoas apresentam esta "hipertensão" apenas durante a visita médica e em outros momentos esta se apresenta normal. Ainda não se sabe as reais razões desta elevação temporária da pressão. Provavelmente ocorre em função do estresse do momento da consulta. Estas pessoas tem que ser avaliadas criteriosamente e freqüentemente, pois podem, no futuro, desenvolver aumento permanente da pressão arterial.



Qual a maneira correta de avaliar a Pressão?

A pressão deverá sempre ser avaliada por um médico. Na sua ausência por pessoa devidamente treinada como enfermeiro, técnico de enfermagem ou até por um leigo.

O indivíduo examinado deverá estar sentado ou deitado. Usualmente se utiliza o aparelho de pressão tipo aneróide (que contém um relógio que marca a pressão) ou mais raramente o tipo de coluna de mercúrio. Se tivermos um do tipo eletrônico em casa, podemos usá-lo desde que antes este aparelho tenha sido avaliado pelo seu médico, para conferir se está calibrado.


Nível Pressão arterial sistólica Pressão arterial diastólica Ação a tomar
Hipotensão inferior a 100 inferior a 60 check-up médico
Valores normais entre 100 e 140 entre 60 e 90 auto-medição
Hipertensão limite entre 140 e 160 entre 90 e 100 check-up médico
Hipertensão moderada entre 160 e 180 entre 100 e 110 consultar o médico
Hipertensão grave superior a 180 superior a 110 consultar o médico com urgência
Hipertensão sistólica específica superior a 140 superior a 90 consultar o médico

O que leva ao Aumento da Pressão Arterial?

Várias doenças são responsáveis pelo aumento da pressão arterial, mas em 90% dos casos não há uma causa identificável, sendo que a maioria dos hipertensos apresenta hipertensão primária ou essencial.

Na verdade, já existe desde do nascimento uma indicação de que alguns indivíduos se tornarão hipertensos no futuro. E esta indicação é dada pela própria pressão arterial. Estas pessoas já apresentam desde a infância valores elevados da pressão arterial, em comparação a média para idade, apesar dos números ainda não se apresentarem muito elevados.

Há vários fatores implicados no desenvolvimento da hipertensão. O uso abusivo de sal de cozinha pode ser um destes. Estes indivíduos apresentam dificuldade de eliminar o sal ingerido no alimento, o que leva a aumento do volume de sangue nos vasos.

Por outro lado, algumas pessoas apresentam as suas artérias mais reativas ou responsivas a alguns hormônios (como a adrenalina e nor-adrenalina) que outras pessoas, o que também pode determinar aumento crônico na pressão arterial.

O excesso de peso está também relacionado ao aumento da pressão arterial. A razão pela qual o excesso de peso aumenta a pressão não está bem estabelecida. Provavelmente vários fatores como o sódio, aumento na atividade do sistema adrenalina e nor-adrenalina (denominado sistema nervoso simpático), a insulina, entre outros devem estar implicados no aumento da pressão.

Contudo, um dos fatores mais importantes na gênese da hipertensão é a genética do indivíduo. Assim, filhos de pais hipertensos têm uma maior chance de se tornarem hipertensos na vida adulta. E este ainda é um fator biológico imutável.

Nos idosos existe um fator agravante que é a ateroesclerose. Isto decorre de um endurecimento da parede dos vasos arteriais (p. ex. da aorta, das carótidas, etc) reduzindo a capacidade de acomodação do sangue nestes vasos e determinando aumento principalmente na pressão máxima ou sistólica.

Qual o Perigo da Pressão Alta não Tratada?

A pressão alta é um dos principais determinantes a longo prazo do desenvolvimento de complicações cardiovasculares como angina do peito, o Infarto do miocárdio, a insuficiência cardíaca e renal. O acidente vascular encefálico ("derrame cerebral") ainda é, em nosso meio, a principal complicação da hipertensão, responsável por um grande número de internações, de incapacidade física determinando aposentadorias precoces.

Além disso, a hipertensão arterial leva os indivíduos a apresentarem importante intolerância aos esforços como falta de ar e cansaço. Múltiplos e pequenos "derrames cerebrais" levam a redução da capacidade de raciocínio e memorização, e finalmente a um quadro demencial.

Ao lado disso há algumas evidências na redução do desempenho sexual do hipertenso que pode ser acentuado pelo uso de algumas drogas anti-hipertensivas.

Quando se deve Desconfiar que a Pressão Arterial está Alta?

A hipertensão arterial é denominada por muitos médicos como o "matador silencioso". A maioria dos indivíduos pode ter pressão alta e não apresentarem qualquer sintoma, tomando conhecimento do problema em situações ocasionais, como no exame de admissão em um emprego.

Apesar do caráter de pouco sintomas provocados pela hipertensão, há várias pistas que podem nos orientar precocemente para sua identificação. A principal pista, referida anteriormente, é a presença de pais e ou irmãos com pressão alta. Nesta situação deve-se regularmente avaliar a pressão arterial, pois existe uma forte predisposição genética para desenvolver pressão alta no futuro.

Apesar de serem raros os sintomas específicos da hipertensão a presença de dor de cabeça na nuca, principalmente ao acordar, a visão de pontos luminosos (como se fossem vaga-lumes), e a história de sangramento nasal (epistaxe) sugerem que a presença de pressão alta.

Os demais sintomas referidos pelos pacientes estão mais relacionados a complicações da hipertensão sobre os chamados orgãos-alvo mais comprometidos pela hipertensão como o coração, o cérebro, o rim e os olhos.




Órgãos Sintomas
Coração Angina do peito ("dor no peito"), cansaço, palpitação, inchação nas pernas.
Cérebro e Olhos Zumbido, tonteira, alteração visual, paralisia de um membro.
Rim Inchação do rosto, urinar muito à noite, anemia.


Fonte: providanet.com.br

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